Neste ano o Projete trouxe uma inovação.  Criou o Alumni – ação que reúne os jovens que participaram da iniciativa em outros anos. São integrantes das turmas desde 2014.  O objetivo é o de realizar dinâmicas e eventos que interessem a todos. A proposta foi organizada pelo parceiro e mentor, Jonas Mariano.

A primeira iniciativa foi realizada pelas coordenadoras Daniela Ferreira e Juliana Peres, e contou com uma visita à 26ª edição da Agrishow, uma das maiores feiras de tecnologia agrícola do mundo, em 1° de maio.  Setenta adolescentes conheceram o espaço agrícola e, ainda, tiveram uma palestra com Marcos Fava Neves, professor da faculdade de administração da USP e especialista em agronegócio.

Para encerrar a programação houve um bate-papo com o Deputado Estadual/SP Daniel José, o prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira e o empresário Maurilio Biagi Filho, presidente do Grupo Maubisa.

Após o evento na Agrishow, em 25 de maio, na Escola SEB, os jovens participaram da palestra “Como começar no Agro”. Durante o encontro, os economistas Fábio Longo e Lara Moraes e o engenheiro agrônomo Everton Molina compartilharam suas trajetórias pessoais e profissionais, desde a escolha da carreira até a atuação no agronegócio. A conversa foi mediada por Jonas Mariano.

De acordo com Everton Molina, não existe uma formação específica para atuar no agro. “Se você quer um lado mais técnico, é legal fazer um curso profissionalizante. Um exemplo, é o setor em que eu participo, o de defensivos. Só pode trabalhar com os produtos um engenheiro agrônomo, pois existe uma legislação. Então é obrigatória a graduação. O agronegócio é muito maior do que imaginamos. Toda profissão tem um viés no segmento, e faltam muitos técnicos – cargo com remuneração e potencial grandes-,  mas o importante é correr atrás dos objetivos”, aponta.

Segundo Fábio Longo, o mercado está mudando. “O que nos trouxe até aqui não é o que vai nos levar a 2030. Atualmente, 65% das crianças que estão na primeira série vão desenvolver atividades completamente novas, ainda inexistentes. Precisamos nos preparar”, avalia.

Para a palestrante Lara Moraes, o vestibulando tem de agarrar todas as oportunidades. “É a hora de viver intensamente, pois a universidade nos dá muitas chances, mas temos de aproveitá-las. Um exemplo são as bolsas de iniciação cientifica. Com elas temos contato com a pesquisa, com a análise de dados e com a escrita. Não pensava em mestrado, mas a iniciação cientifica me incentivou”, explica.

“Me deparei com um mundo que eu não tinha noção. Quero ser advogada, mas ainda não sei a área de atuação. Com o encontro, observei que o agronegócio está em desenvolvimento e com a minha formação posso me encaixar no segmento. Na Agrishow conheci melhor o setor, pois só pensava no fazendeiro, não em toda a cadeia que existe, principalmente sobre a utilização da tecnologia”, comenta Emily Aparecida Caetano Waldemar, 18 anos, da turma de 2018 do Projete.

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