Os estudantes foram divididos em grupos para montarem seus projetos

Os alunos do Projete participaram em 24 de agosto (sábado) de uma ação diferente, um Hackathon. As atividades aconteceram no Supera Parque, das 8h30 às 17h30. Durante nove horas os alunos desenvolveram um projeto sustentável do zero e colocaram em prática na mesma data.  Ao todo, os 140 jovens dividiram-se em 10 grupos.

Segundo Carolina Kia, da Weme – empresa responsável pela atividade -, o objetivo do Hackathon é construir um novo produto, serviço ou modelo de negócio. “Começamos falando sobre sustentabilidade e todos os desafios que temos em relação ao desperdício de água, a mobilidade e a reciclagem. Os jovens passaram por cinco etapas, entre elas, empatia, para entendermos qual a dor deles e como resolvê-las. Outro destaque foi a ideia proposta e como solucionar as dores. Além do processo de construção de protótipos, modelos de negócios e apresentação de um Pitch para um grupo de jurados formado por parceiros da ação social”, explica.

Além de desenvolver o projeto e conhecer o formato do Hackathon, a iniciativa proporcionou variados ensinamentos aos estudantes e, o principal, foi sobre o trabalho em equipe. “Gostei muito da ação. Fiz novos colegas, na minha visão, a parte mais bacana. Não houveram divergências e sim contrapontos de opiniões, o que agrega muito. A interação das turmas é um diferencial”, aponta Gabriel Hidalgo, da turma Azul.

“Haviam comentado que seria um projeto de tecnologia, com foco em inovações. Achei a iniciativa boa, pois somos jovens e estamos sempre ligados em novidades. A oportunidade de mostrarmos na prática, de forma séria, algo grande e animador, é exemplar. A nossa ideia, o app Ecopoint – uma máquina de reciclagem -, surgiu da fusão de várias outras. Foi engraçado que ele apareceu em decorrência do nervosismo do grupo”, exemplifica Hidalgo.

Thainará Cassimiro, integrante da turma Roxa, nunca tinha ouvido sobre Hackathon.  Após a experiência, se encantou. “Não sabia o que era. Foi ótimo, pois fiz o trabalho em grupo e interagi com novas pessoas. Aprendi o que nem imaginava. Nosso projeto é o BioEscola e tem o intuito de melhorar as escolas por meio de um app. Nosso objetivo é aplicar a iniciativa dentro da Escola Estadual Cid de Oliveira, onde estudo. O principal desafio foi montar o protótipo. Tirar as concepções do papel e colocá-las em prática também foi complicado”, explica.

“Não sabia o que era um Hackathon. Hoje vejo que é um Brainstorming com a solução para vários problemas, é um projeto para interagir com o mundo e realizar mudanças. Criar um negócio para ajudar a comunidade e melhorar as condições de sustentabilidade da nossa rua, bairro e cidade foi uma experiência incrível. O principal desafio foi escutar a ideia de todos e percorrermos juntos um único caminho, pois cada um tem seu pensamento. Eu e os meus parceiros ficamos felizes com o nosso trabalho. A meta agora é aplicar no próximo ano e impactar o município. Ele contem um pouco de cada membro do grupo”, celebra Iris Carlos, da turma Verde.

Após o tempo de finalização, cada grupo contou com cinco minutos para mostrar a ideia. Jurados, parceiros do Projete, avaliaram as iniciativas e escolheram os grupos: AmBio, BioEscola e Recog.

O Hackathon reuniu 140 jovens

Segundo os organizadores, Jonas Mariano e André Sant’Anna, o evento foi um sucesso. “Conseguimos alcançar o intuito de fazer o aluno enxergar que é possível inovar e criar algo do zero. Ver o entusiasmo e a dedicação de cada foi muito gratificante”, finalizam.

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