Responsável pelo almoço da formatura do Projete com a Água Doce Cachaçaria, o empresário Renato Munhoz marcou muitos jovens ao contar sua história no Trajetórias de Vidas

O sucesso provém de muito esforço e dedicação, e aplicando essa frase na história de vida do empresário Renato Munhoz, ela faz todo sentido. Parceiro do Projete desde 2015 oferecendo o almoço de confraternização da formatura do Projete aos jovens, ele foi um dos personagens do Trajetórias de Vidas tão marcantes que a presença precisou ser repetida.

Por três vezes (2015, 2016 e 2018), Renato compartilhou como saiu de Presidente Prudente, superou mais de 30 cortes de água e energia para se tornar dono da franquia Água Doce Cachaçaria e do restaurante Vapiano em Ribeirão Preto.

Renato Munhoz no evento Trajetórias de Vida

Tudo começou em torno dos anos de 1993 e 1994 em sua cidade natal, Presidente Prudente. Estudante de Direito, Renato conheceu a cachaçaria em Tupã, e depois na sua cidade. Interessado em ter um negócio, conversou com o dono da franquia e junto com um sócio, deu o próprio carro como entrada na compra dos direitos para abrir em outra cidade.

Empolgado com a nova conquista, decidiu viajar até Ribeirão Preto para procurar um ponto interessante com o sócio e, com 50km andados de viagem, sofreu um acidente com o carro que era emprestado, dando perda total no veículo.

“Meu sócio achou que era um sinal para desistir, eu já achei que era um sinal de persistência. Consegui uma carona com um amigo no dia seguinte para Ribeirão. Não conhecia ninguém, e começamos a procurar ponto. Nós éramos muito novos, quando inaugurei a cachaçaria tinha feito 24 anos”, comenta Renato.

Com o passar do tempo a sociedade começou a ter problemas, acima de tudo financeiro e má administração. Decidido a assumir o negócio sozinho, ficou com todas as dívidas e ofereceu o carro como pagamento da parte de seu sócio, e passou a ser o único dono de um estabelecimento que já tinha sofrido mais de 30 cortes em água e energia. Foi em um desses momentos, que Renato usou todas as suas forças para poder se reerguer.

“Eu fiquei desesperado porque não tinha mais cheque, não tinha nada. Quando abri a gaveta eu achei um talão de cheque, pensei em dar um sem fundo. Fui no Daerp com apenas 50 reais que eu tinha. Sai dali e fui correndo até a CPFL, imprimi as contas, somei tudo e fui pagar no cheque. Voltei pro meu quarto, deitei na cama e comecei a chorar. Quando deu umas 18h as luzes e a água voltaram. Comecei a trabalhar e no sábado que tinha movimento maior, veio uma chuva enorme e nesse dia fiquei muito revoltado. Mas aí pensei que nunca mais iria reclamar, que o que tivesse que ser será. Foi o sábado que eu mais vendi, os clientes ficaram na fila, na chuva. Com isso fui pagando tudo que devia e fui construindo um legado acreditando muito nos clientes e no propósito de Deus”, relembra o empresário.

Atualmente, a Água Doce Cachaçaria é um dos grandes pontos sociais e referência em Ribeirão Preto. Em 2010, se tornou dono da franquia do Vapiano na cidade. Compartilhar essa história no Trajetórias tantas vezes para o Renato é muito mais que um momento nostálgico, mas sim de poder inspirar as futuras gerações a persistirem nos objetivos independente de qualquer dificuldade.

“Nós que nascemos pobres temos uma vantagem contra os ricos: nós nascemos sem nada, então qualquer conquista que tivermos é um sucesso. O que eu vejo é que os desafios vêm com um propósito, ou você encara como um propósito e vê o motivo dele lá na frente, ou você se vitimiza. Eu trouxe a ideia de que eu desejei, abri mão e arrisquei tudo. O que importa é compartilhar histórias difíceis para dar um caminho mais fácil para que eles tenham a noção de que é possível, que para não ser um caminho tão árduo, precisa ter dedicação”, concluí.

Texto escrito por Bruna Martinelli

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