Como realidade mista, blockchain e outros temas se tornam hard skills promissoras para jovens iniciando sua carreira profissional

Cada vez mais as tecnologias exponenciais têm ganhado espaço no mercado de trabalho por terem a capacidade de tornar negócios mais lucrativos, se tornando um conhecimento requerido em âmbito profissional.

A SingularityU, universidade norte-americana da California, realizou neste mês o evento Ideatech, que teve o Projete como parceiro na capitalização de jovens da nossa comunidade para integrarem o programa e terem o primeiro contato com as novas tecnologias realizando desafios baseados na ODS (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável) da ONU.

“Este primeiro Ideatech foi pensado para ser o nosso projeto piloto para que pudéssemos testar várias hipóteses e aperfeiçoar o programa para novas versões nos próximos meses”, comenta Matheus Lima, embaixador regional da Singularity.

Ocorrido nos dias 29 e 30 de maio, os jovens começaram uma espécie de aquecimento para o projeto, realizando um brainstorm com o desafio “Como resolver as problemáticas trazidas pelos ODS utilizando tecnologias exponenciais?”.

No dia seguinte, os alunos de escolas públicas e particulares participaram de 4 oficinas: mapeamento do problema, validação da dor, ideação e pitch. Cada oficina tinha duração de 10 minutos, e os jovens tinham uma missão a ser cumprida para ajudar a aplicar os conteúdos aprendidos e resolver o desafio ao final com a criação de um projeto.

Foram várias tecnologias aplicadas, entre elas estão: inteligência artificial (IA), blockchain, realidade mista, 5g e IOT (Internet das Coisas).

“A IA foi possibilitada por conta de vários pontos que foram convergindo como computação em nuvem e o poder do processamento dos computadores que cresceu de forma exponencial nos últimos anos, fazendo com que mais utilizada. O blockchain vai permitir o rastreamento de ativos digitais ou itens digitais ao longo de uma cadeia de suprimentos, informando o consumidor de onde o produto saiu e como chegou até ele. A realidade mista é a junção da realidade virtual e aumentada, onde se aplica em campos que necessitam de uma colaboração grande entre pessoas de qualquer lugar do mundo. Então imagine ter quase que um holograma do seu professor na sua casa, com ele estando na casa dele em outro país, por exemplo. A realidade mista possibilita esse tipo de interação”, explica um dos idealizadores do evento, Thompson Gomes.

O grupo vencedor ganhou uma assistente virtual Alexa para cada integrante. Vouchers de aplicativos de streaming e de alimentação foram disponibilizados a todos os participantes durante o evento.

Destaque no Projete

Dos diversos jovens da comunidade Projete, as integrantes Sara Lopes e Gabriela Batista foram destaques ao ganhar bolsa 100% sorteadas durante o evento. Sara, de 20 anos, estudante do primeiro colegial e mãe, conseguiu uma bolsa para estudar durante todo o ano na escola de redação Puntel, com computador cedido pelo Projete.

“O Projete veio para mostrar que eu sou capaz, que eu consigo, veio para me empurrar e abrir os meus olhos dizendo que eu tenho futuro sim. Eu agradeço a cada colaborador que leva internet para casa de quem não tem, as pessoas que dão o material, que acordam cedo aos sábados para entregar os conteúdos. Eu agradeço a todos muito, pois foi através do Projete que minha vida mudou. Foi pouco tempo para muita coisa boa que aconteceu”, comenta Sara.

Para a fundadora da escola de redação Ludmila Puntel, apoiá-los no sentido de escrever bem, se posicionarem, terem criticidade e argumentação é um caminho viável e necessário.

“Quando você tem um potencial e se destaca em algumas funções isso é realmente maravilhoso, porque você pode ser abraçada por outras causas e sorteios como está acontecendo. Então sempre que possível apoiar projetos sociais como o Projete é sempre um grande caminho e a oficina Puntel estará sempre disponível”, afirma.

Já Gabriela, 17 anos, estudante do terceiro ano do ensino médio foi contemplada com um ano de bolsa para estudar na escola alternativa Kick, que irá aprimorar seu conhecimento em hard skills da tecnologia e reforçar competências socioemocionais com material também cedido pela equipe Projete.

“Eu me inscrevi e depois a Juliana veio falar comigo, perguntou se eu estava interessada mesmo, se eu não ia desistir depois que eu que começasse a ficar difícil. Eu disse que eu não sou de desistir, então eu fui aceita. Eu amo desafios e acho que a bolsa na Kick vai me ajudar muito”, conta.

A co-fundadora da Kick Juliana Villas Boas, que conhece o trabalho do Projete há 5 anos, comenta que captar jovens que já participam de um projeto social para de especializarem nos cursos tem um diferencial na disciplina e consciência da importância da educação como condição para sair do subemprego.

“Um jovem em um projeto como o de vocês já tem uma base emocional e consegue se posicionar melhor, e muitas vezes ele vai se dedicar melhor na parte de hard skill da tecnologia. Fazer parceria com projetos sociais é incrível, porque a gente fica com aquele jovem que se dedicou, e aí estamos aqui para estender a mão, porque queremos esses jovens dentro do mercado de trabalho para transformar a economia e a sociedade”, afirma.

Eventos futuros

Tendo sido apenas o projeto piloto da idealização de um ideathon, o Ideatech terá novas datas, expandido em âmbito nacional, captando novos jovens do ensino médio de escolas públicas e particulares que estejam interessados em conhecer mais sobre as tecnologias.

“Os temas propostos são tendências do futuro e as tecnologias exponenciais, já estão transformando a forma como vivemos, nos relacionamos e trabalhamos. Por isso, estar em contato com esses temas ajuda os jovens a se preparem e se conectarem com as mudanças que estão acontecendo no mundo”, comenta uma das idealizadoras do Ideatech, Marina Martini.

A parceria com o Projete permanece nos próximos projetos realizados para disponibilizar novas vagas aos jovens da comunidade, tanto da turma 2021 como Alumnis, que agora terão os participantes do piloto como os pioneiros de um grande evento tecnológico totalmente gratuito e online.

“O fato de se destacarem está diretamente ligado com os aprendizados adquiridos no curso, como resiliência emocional, colaboração, trabalho em equipe, comunicação assertiva… todas essas coisas fazem a diferença ao participar de um desafio de dois dias tão longo e desafiador como o Ideatech. Além disso, o conhecimento e aproximação com eventos de tecnologia pode e deve despertar nesses jovens o interesse nessa área de trabalho e estudo que é tão promissora”, conclui o coordenador pedagógico do Projete, Marcos Desideri.

Texto escrito por Bruna Martinelli

Blog

Comentários desabilitados.